Whatsapp vira ferramenta de negócio para comerciantes no litoral de SP

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Com uns cliques no celular é possível comprar roupas e até mandar flores. Empresas e autônomos contratam pessoas para realizar serviço.

O Whatsapp deixou de ser apenas um aplicativo de bate papo para virar uma ferramenta de negócios para alguns comerciantes e autônomos de Santos, no litoral de São Paulo. Eles têm apostado na venda por meio das redes sociais e por meio do aplicativo que virou uma febre entre os brasileiros. Com apenas alguns cliques no celular, é possível comprar roupas e até mandar flores.

As irmãs Thaís e Thalita Ferreira Pimentel, de 29 e 21 anos, começaram a vender roupas de ginástica para ganhar uma renda extra e também suprir um mercado que elas acreditavam que estava deficiente. Elas começaram a vender as peças para amigas e conhecidas, mas o número de clientes aumentou depois que os produtos foram para as redes sociais. “Decidimos fazer um Instagram e foi alvo bombástico logo de cara” afirma Thalita.

Thalita mostra uma das peças que vende via whatsapp (Foto: Mariane Rossi/G1)Thalita mostra uma das peças que vende via
whatsapp (Foto: Mariane Rossi/G1)

As irmãs contam que não esperavam uma resposta tão positiva. A professora de inglês e a administradora dividiram as tarefas para manter as redes sociais da ‘Befit’ atualizadas. Hoje, Thalita revela que maior parte da renda obtida com a venda das roupas vem das redes sociais. As clientes veem as fotos dos produtos no Instagram ou no Facebook e entram em contato com as irmãs pelo Whatsapp para fechar a compra. “Fazemos o atendimento todo personalizado para essa pessoa pelo Whatsapp. É como se fosse uma loja, que a pessoa entra para ser atendida”, explica Thalita, que lembra que isso é essencial para as clientes se sentirem seguras já que não há uma loja física. As peças são enviadas pelo correio ou a entrega é feita a domicílio. “Enviamos para todo o país, não importa onde a pessoa esteja. Nosso público está em todo o Brasil” diz ela.

Aline preparou toda uma equipe para atendimento online (Foto: Mariane Rossi/G1)
Aline preparou toda uma equipe para atendimento online (Foto: Mariane Rossi/G1)
Carol toma conta da parte de marketing da marca e conversa com as clientes (Foto: Mariane Rossi/G1)
Carol toma conta da parte de marketing da marca
(Foto: Mariane Rossi/G1)

Algumas lojas físicas também estão apostando na inserção de suas marcas nas redes sociais para aumentar o lucro e o número de clientes. Aline Cassiano Miranda é a proprietária das três lojas da marca Morena Flor, na Baixada Santista. Ela fazia vendas pelo Orkut, depois migrou para o Facebook, mas, neste ano, ela contratou pessoas somente para administrar a loja virtual da marca e as redes sociais, inclusive o Whatsapp. Além disso, ela também montou um estoque com mercadorias apenas para a venda online. “Investimos no e-commerce. Virou uma coisa mais profissional, antes eu mesma mexia. Agora, todas as ferramentas desde o Instagram, Whatsapp, email, Facebook, são ligadas ao site e o cliente fecha a compra” explica Aline.

Carolina Barbieri é uma das responsáveis por fazer as postagens e conversar com as clientes pelo Whatsapp e pelo Facebook, que tem cerca de 113 mil seguidores. “Isso traz segurança para a cliente”, fala Carolina. Segundo a proprietária, algumas mulheres não podem ir até a loja física por falta de tempo e acabam optando pela compra pela internet. “Elas estão muito viciadas no Whatsapp , é uma coisa muito fácil e onde a gente vê mais resultado. Nosso Whatsapp fica o tempo inteiro apitando, é uma média de mais de 50 perguntas por dia, de várias pessoas” afirma Aline, que também criou grupos das clientes das lojas. No Whatsapp, elas falam com a gerente e sabem se temos os produtos, cor e tamanho de cada unidade.

Aline ainda revela que tinha medo de entrar no mercado virtual porque poderia diminuir o movimento da loja. “Vimos que não tem jeito. O pessoal está gostando. Todo mundo que compra, compra de novo e isso não tem preço, quer dizer que a gente esta agradando”, conclui a proprietária.

Floricultura de Maria Cecília tem promoção via whatsapp (Foto: Mariane Rossi/G1)
Floricultura de Maria Cecília tem promoção via whatsapp (Foto: Mariane Rossi/G1)

A floricultura Flora Silva tem mais de 20 anos no mercado, mas quis aliar a tradição à tecnologia. A proprietária Maria Cecília Figueira da Silva também contratou uma empresa para gerenciar as redes sociais e a loja virtual da floricultura. “Se não evoluir a gente acaba perdendo mercado” diz ela. Além disso, começou a fazer promoções exclusivas via Whatsapp. Apenas os clientes cadastrados recebem uma foto mensagem com informações sobre o arranjo e o preço. Se for do interesse do cliente, ele fecha o negócio no site da loja, por telefone, email ou Whatsapp. “A gente vai lançar uma vez por mês uma promoção para o cliente. A pessoa manda essa flor, que é um arranjo relativamente barato, R$ 19,90, com 50% de desconto e pode mandar em qualquer ocasião”, explica ela.

A floricultura teve cerca de 150 números cadastrados no Whatsapp que receberam as primeiras promoções. A expectativa é que as vendas cresçam de 5% a 10% com esse novo serviço. Para Maria Cecília, hoje em dia as pessoas buscam facilidade e rapidez ao realizar uma compra e as redes sociais e aplicativos ajudam o comerciante a atender essa necessidade do cliente. “Muitas floricultoras não atuam na parte de redes sociais, poucas tem loja virtual, apostamos como um diferencial. Tem gente que está na atividade para sobreviver, mas a gente quer crescer, essa é a diferença”, finaliza.

Maria Cecília resolveu unir tradição e tecnologia em sua floricultura (Foto: Mariane Rossi/G1)
Maria Cecília resolveu unir tradição e tecnologia em sua floricultura (Foto: Mariane Rossi/G1)
Fonte: G1 Noticias